terça-feira, 17 de agosto de 2010

O criador da Playboy foi um rebelde com causa

linha fina
Além de ser o mentor da “revolução sexual masculina”, Hugh Hefner foi no passado um defensor dos direitos humanos.

Depois de ser personagem de um ensaio onde a filosofa espanhola Beatriz Preciado destaca a sua importância na mudança comportamental masculina (v. aqui), o fundador da Playboy, Hugh Hefner (ou simplesmente Hef, como é chamado), agora protagoniza um documentário, onde ele é mostrado como um ferrenho ativista polítcos dos direitos civis.
Além ter sido o mentor da “revolução masculina” e o guru dos ananistas, o excêntrico vovô do roupão vermelho e sempre rodeado por belas coelhinhas também foi no passado um rebelde. Mas um verdadeiro rebelde com causa.
Ao lado da liberdade sexual, Hefner já lutou por bandeiras que para o início dos anos de 1950 eram extremamente ousadas e impensáveis. Entre elas, esteve ao lado dos negros pelos seus direitos civis, foi defensor da legalização da maconha e da causa gay, além de se opor radicalmente ao macartismo, à Guerra do Vietnã e a qualquer forma de censura.
Este seu lado poderá ser visto no documentário "Hugh Hefner: Playboy, Ativista e Rebelde". Com mais de 3 horas de duração, o filme já foi lançado nos Estados Unidos, mas ainda sem distribuidor aqui em Pindorama.
Enquanto o filme não desembarca em Terras Brasilis, veja aqui o trailer e aqui uma interessante entrevista concedida à Agência Reuters, onde destaco a seguinte resposta: “Gostaria de ser lembrado como alguém que exerceu algum impacto positivo na transformação dos valores sócio-sexuais de minha época. Quanto a isso, acho que tenho bastante certeza que o fiz”.