quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Israel cria “maconhódromo” para doentes

linha fina

Pacientes previamente cadastrados para tratamento à base de cannabis podem usar os “maconhódromos” dos hospitais.

legalização da maconhamarijuana legal Em Israel o uso recreativo, digamos assim, da maconha é proibido. Entretanto, o seu uso medicinal é liberado desde o começo dos anos 2.000. Mas foi só a partir de 2004 que a ONG Tikun Olam (algo como "consertando o mundo") foi autorizada a iniciar o plantio da erva.

Em parceria com o Ministério da Saúde israelita, a Tikun Olam já distribuiu a maconha como medicamento a mais de 1800 pessoas. Ela já é prescrita no tratamento para ajudar a aliviar dores causadas por vários tipos de problemas de saúde, tais como, combate à dor, alívio de náuseas e vômitos, estimulação do apetite e câncer.

Assim, pacientes previamente cadastrados para tratamento à base de cannabis podem usar o “maconhódromo” de qualquer hospital público.

amsterdam-marijuana-cafe Bem, independentemente da questão medicinal, sou favorável da liberação total do consumo das drogas consideradas leves (como já escrevi aqui).

Mas até que isso se torne uma realidade, defendo a política conhecida como “harm reduction” (redução de risco), hoje adotada em muitos países que implicitamente reconhecem que as drogas sempre estarão presentes no nosso cotidiano. Para maiores detalhes clique aqui.

legalização da mMarijuana Claro que não se trata do “liberou a geral” como muitos entendem. Obviamente que concomitante à liberação do consumo de drogas deverá ser adotada uma política pública séria de controle e prevenção.

Como controle, entendo fiscalização e cadastramento (algo como alvará) dos postos de venda, a quantidade que cada pessoa poderá portar para diferenciar o traficando do usuário, a criação de locais específicos para o seu consumo (algo como o coffee shop da Holanda). E principalmente a proibição de seu uso ou porte por menores de idade, impondo-lhes severas restrições com a criação de leis semelhantes as que regulamentam o comércio e o consumo de alcoólicos, por exemplo.

 justiça Já no campo da prevenção, caberá ao Estado desenvolver campanhas para alertar seus usuários sobre os seus malefícios à saúde (assim como já acontece com o tabaco) e dar ampla assistência médica, seja ela física ou psiquiátrica, aos dependentes crônicos.

Enfim, defendo a legalização das drogas porque criminalizar o seu consumo fere direitos individuais com já foi sentenciado por um juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo, entre eles: o princípio da ofensividade (não prejudica terceiros), privacidade (é uma escolha pessoal) e igualdade (consumo de bebidas alcoólicas não é crime).

Imagem retirada daqui.