domingo, 6 de fevereiro de 2011

Mutilação genital feminina: o horror ronda o mundo


  Campanha da Anistia Internacional sueca do ano passado para conscientização contra a Mutilação Genital Feminina (MGF).
Meio milhão de mulheres que atualmente residem na Europa foram mutiladas genitalmente (*) em seus países de origem, enquanto 180.000 podem se tornar vítimas a cada ano, segundo informa a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Aliás, hoje (6) é o Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina e não há  o que comemorar. Segundo a OMS,  há no mundo mais  de 140.000.000 de mulheres mutiladas e 3 milhões de crianças correm o mesmo risco (dados do ano passado).
A prática da mutilação é particularmente forte nas comunidades de imigrantes, onde tradicionalmente só as mulheres operadas têm a esperança de fazer um "bom casamento", diz o diretor-geral da Organização Internacional de Migrações (OIM), William Lacy Swing. (fonte)
"Os governos ocidentais dão muito dinheiro e organização de convenções, mas não vão à raiz do problema em seus países. Devem também monitorar as meninas que vêm de Gâmbia, Somália e Sudão. Tampouco se deve permitir que as autoridades da Tanzânia, Uganda e Quênia saibam que há mutilações em massa em 5.000 meninas, mas que fazem nada com medo de perderam votos”, diz Efua Dorkenoo, enfermeira africana que vive na Inglaterra e que levou o problema da MGF à Assembléia Geral da ONU. (fonte)

(*) A Mutilação Genital Feminina (MGF), termo que descreve esse ato com maior exatidão, vulgarmente conhecida por circuncisão feminina. É uma prática realizada em vários países da África e da Ásia, que consiste na amputação do clitoris da mulher de modo a que ela não possa sentir prazer durante a relação sexual.
Há diversas variações de circuncisão feminina, as quais são dividas basicamente em 4 tipos distintos pela OMS:
Tipo I: consiste na remoção total ou parcial do clitóris e/ou da região que o envolve, incluindo o prepúcio;
Tipo II: é a remoção parcial ou total do clitóris e dos pequenos lábios, com ou sem a excisão dos grandes lábios;
Tipo III: consiste na infibulação mais excisão, em outras palavras, o estreitamente do canal vaginal através do corte e junção dos pequenos e/ou grandes lábios, com ou sem a excisão do clitóris. Também é conhecida como circuncisão faraônica.
Tipo IV: termo aplicado a todos os outros tipo de mutilação nocivos à genitália feminina, sem fins medicinais, como furar, dilacerar, queimar, machucar e cauterizar. Este tipo é encontrado mais entre grupo étnicos isolados na África.

5 comentários:

  1. CAROL diz:

    caramba, isso passou dos limites do machismo é desumanidade

    Zém diz:

    Carol, isso deixa de ser machismo para se tornar um crime contra a humanidade. É inaceitável que essa prática ainda anda solta pelo mundo e todos se calam.

    zém, sem comentário. é difícil acreditar que em pleno século 21 essa bestialidade ainda seja cometida. trata-se de um crime e assim deveria ser tratado

    Bird diz:

    concordo com a stella. isso é um crime e deveria ser punido. os governantes que permitem essa prática deveriam ser julgados internacilnalmente por crimes contra a humanida

    Anônimo diz:

    E pq nw cortam o q faz o homem sentir prazee tb?Pq so as mulheres??

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