domingo, 1 de maio de 2011

Layla, a música “maldita” de Eric Clapton faz 40 anos

assinatura post Ela é considerada uma das mais belas canções de amor do blues/rock, mas traz consigo o estigma de maldita. Trata-se de “Layla”, obra-prima composta por Eric Clapton e o baterista Jim Gordon.
“Layla” foi gravada em dezembro de 1970 pelo então grupo formado por Clapton, o “Derek and the Dominos”, e faz parte do lendário álbum “Layla and Other Assorted Love Songs”, cujo single foi lançado em maio do ano seguinte, mês em que o grupo se desfez, ou seja: há 40 anos.

Clapton compôs a canção baseado na obra “Laila e Majnun”, uma história escrita pelo poeta persa Nezami Ganjav, que narra um amor impossível que conduz à loucura e à morte. Na época, Clapton, com 25 anos, fez a música com o firme propósito de conquistar a modelo Pattie Boyd, que estava casada com um de seus melhores amigos, o beatle George Harrison.
Bem, depois desse breve histórico sobre a música, vamos aos fatos que atribuem à “Layla” o estigma de música maldita. Todos os integrantes do “Derek and the Dominos”, menos Clapton, tiveram suas vidas associadas a tragédias:
Em outubro de 1971, o guitarrista Duane Allman, que nem era da banda mas participou da gravação do disco, morreu num acidente de moto.
O baterista Jim Gordon se tornou alcoólatra e começou a ter distúrbios psiquiátricos. Foi condenado e preso por matar a sua mãe com um martelo, em 1983.
O contrabaixista Carl Radle embarcou numa pesada onda de heroína e morreu de overdose em 1980.

O pianista Bobby Whitlock escapou da maldição, mas jamais chegou ao estrelato: mora numa fazenda no Mississipi em perfeito aninimato.
Para completar, o disco traz uma triste versão de "Little Wing", de Jimi Hendrix, que morreu 10 dias depois da gravação da faixa pelos Dominos, em setembro de 1970.
Mas, enfim, para quem não acredita nessas histórias de maldições e outra coisas mais, uma ótima notícia. Para comemorar os 40 anos da edição do “Layla and Other Assorted Love Songs”, a gravadora Polydor-Polygram lançou uma edição especial desta obra-prima do blues/rock. Para quem não acredita em bruxas, tá aí um disco que é um ícone na história do rock.