terça-feira, 14 de junho de 2011

Pássaro aponta a origem da infidelidade feminina

assinatura post Para um leigo, a resposta pode ser óbvia, mas para um biólogo evolutivo, nem tanto. A pergunta que se faz é o porquê as fêmeas de muitas espécies socialmente monógamas resolvem colocar um belo par de chifres nos seus parceiros.

Segundos os cientistas, a explicação para a traição dos machos é direta e simples: quanto mais o macho copular com outras fêmeas, mais filhotes terá e assim seus genes se perpetuarão. Mas para as fêmeas, a resposta é mais complexa.
Estudos recentes mostram que as fêmeas assumem riscos maiores ao cometer infidelidade, desde o abandono do seus macho até a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, passando pela possibilidade de taque por um predado. Entretanto, as fêmeas continuam a procurar relações fora do “casamento”.
Pesquisadores do Instituto Max Planck de Ornitologia,na Alemanha, têm agora uma explicação bem peculiar para tal fato: a genética.
Depois de estudar ao longo de 5 gerações um grupo de 1.500 mandarins (um pequeno pássaro nativo da Austrália e de hábito monogâmico), os cientistas chegaram à conclusão de que as fêmeas que copulam com vários parceiros são filhas de machos promíscuos que também faziam o mesmo.
Cores_verde-branco Resumo da ópera
Sem qualquer outra evidência científica, este pequeno pássaro, de apenas 15 centímetros, foi durante décadas uma espécie de cobaia, na qual permite aos cientistas desta pesquisa afirmar categoricamente que o resultado desta pesquisa genética em mandarins também pode ser aplicada aos seres humanos. Ou seja, as filhas dos homens promíscuos também serão promíscuas. Fonte