Uns acusados de envolvimento com seitas satânica e outros por algum tipo de declaração, o rock e a Igreja desde sempre bateram de frente. Tanto que muitas estrelas foram repudiadas ou censuradas pelas instituições religiosas e seus seguidores.
Logo nos seus primórdios, Elvis Presley e outros precursores do rock’n’roll foram duramente atacado pela Igreja Católica, pois a dança era considerada lasciva, imoral e endiabrada. Na verdade, o blues já na sua origem foi duramente atacado pelo preconceito da maioria branca norte-americana que o taxava como um ritmo perigoso à moral e aos bons costumes da época.
Segue abaixo uma pequena lista composta por artistas e álbuns que acirraram as relações entre o gênero musical mais popular do Ocidente e as instituições religiosas cristãs. Há muitos outros, mas me detenho a apenas 5 deles por considerá-los mais importantes nesse confronto.
O “Álbum Branco” (1968) dos Beatles foi acusado de ter mensagens subliminares satânicas. A relação do Fab Four com o Vaticano estremeceu de fato depois que John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, durante uma turnê do grupo pelos EUA em 1966. Mas ano passado a banda foi perdoada pela Santa Sé, que até a adjetivou de “jóia preciosa”.
Também os Rolling Stones, com o álbum “Their Satanic Majesties Request - 1967” (algo como “a serviço de suas majestades satânicas”) e a clássica “Sympathy for the Devil” (vídeo abaixo), foram alvos de duras críticas da Igreja. A música foi inspirada no livro "O Mestre e a Margarida" do escritor russo Mikhail Bulgakov.
A The Allman Brothers Band é outra banda envolvida em histórias de magia negra. Inspirados em Robert Johnson (veja texto abaixo), o grupo se reunia em um cemitério para ensaiar e compor suas canções. Em um desses encontros foi composto o clássico “In Memory of Elisabeth Reed”, uma homenagem à ocupante do túmulo no qual a música foi composta.
Outro grupo de rock que teve os olhares tortos do Vaticano foi o Led Zeppelin, sobretudo o seu guitarrista Jimmy Page que era envolvido com bruxaria. A clássica “Stairway to Heaven” (escadaria para o céu) foi o grande pivô dessa antipatia. Na verdade, a letra (Robert Plant) dessa música não leva a tal conclusão (veja vídeo traduzido abaixo). Creio que neste caso específico, trata-se de um grande mito.
Outra banda inglesa dos anos de 1970 acusada de satanismo foi Black Sabbath, principalmente o seu vocalistas Ozzy Osbourne, considerado o inimigo número 1 de muitas instituições religiosas no início dos anos de 1980. A música “Mr. Crowley” (veja vídeo abaixo), uma crítica dedicada ao “mestre” de magia negra Aleister Crowley, foi uma das canções que mais inquietou as organizações religiosas. A canção faz parte do álbum “Blizzard of Ozz - 1980”, o primeiro disco solo de Osbourne.
Já Alice Cooper diz ter “vendido” a sua alma ao Diabo em troca de fama e fortuna. Detalhe: ele é filho de um pastor protestante. O seu nome é em homenagem a uma bruxa que teria sido queimada no século 17.
Depois de um período de certa paz entre a Igreja e o rock, surge a banda de MariIyn Manson, com álbum “AntiChrist Superstar - 1996” (anti-Cristo superstar) . O disco detona novamente a fúria do Vaticano. Aliás, o nome MariIyn Manson deriva da junção da eterna diva Marylin Monroe e Charles Manson, mentor e líder de um grupo que cometeu vários assacinatos, entre eles o de Sharon Tate.
Antes mesmo do rock existir, o seu precursor, o blues, já vivia na figura de Robert Johnson um grande mistério. Há que diga que um dos bluesman mais famosos teria vendido a sua alma ao diabo para ganhar fama e fazer fortuna.






em muitos casos, é mais jogada de marketing do que qaulquer outra coisa.
A explicação é mais simples do que parece. O Blues e o rock tiveram suas raízes dentro das comunidades negras. Quem disse que os brancos aceitariam numa boa? A saída mais fácil era demonizar a coisa.
zém, muitas vezes a igreja procura piolho em cabeça de prego. ligar os beatles ao satanismo é ter muita imaginação. belo post
bjo
Bird, sim. Além da jogada de marketing, muitas bandas se utilizaram da tmático como recurso cênico, com o objetico simplesmente de querer chocar.
André concordo contigo. Tanto que assinalei algo parecido como isso no terceiro parágrafo: "o blues já na sua origem foi duramente atacado pelo preconceito da maioria branca norte-americana".
Grato pelo comentário e um abraço.
Estrela, no caso dos Beatles até que o Vaticano ao perdoar a banda ano passado. Uma bale iniciativa da Santa Sé.
Jocas.
quem tem Jesus no coração não ouve esse tipo de música porque ela é do capeta mesmo
isso mesmo quem tem jeguesus no coração não deve ouvir esse tipo de música, aff será que as pessoas não conseguem pensar de um jeito racional de que não existem deuses, e outras babaquices.