quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A difícil relação histórica do rock com a Igreja

assinatura post Parte da história do rock é composta lendas e mistérios. Principalmente quando o tema é religião. Desde a sua origem, este gênero musical tem atraído os olhares furiosos de organizações religiosas.

Uns acusados de envolvimento com seitas satânica e outros por algum tipo de declaração, o rock e a Igreja desde sempre bateram de frente. Tanto que muitas estrelas foram repudiadas ou censuradas pelas instituições religiosas e seus seguidores.
Logo nos seus primórdios, Elvis Presley e outros precursores do rock’n’roll foram duramente atacado pela Igreja Católica, pois a dança era considerada lasciva,  imoral e endiabrada. Na verdade, o blues já na sua origem foi duramente atacado pelo preconceito da maioria branca norte-americana que o taxava como um ritmo perigoso à moral e aos bons costumes da época.
Segue abaixo uma pequena lista composta por artistas e álbuns que acirraram as relações entre o gênero musical mais popular do Ocidente e as instituições religiosas cristãs. Há muitos outros, mas me detenho a apenas 5 deles por considerá-los mais importantes nesse confronto.
O “Álbum Branco” (1968) dos Beatles foi acusado de ter mensagens subliminares satânicas. A relação do Fab Four com o Vaticano estremeceu de fato depois que John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo, durante uma turnê do grupo pelos EUA em 1966. Mas ano passado a banda foi perdoada pela Santa Sé, que até a adjetivou de “jóia preciosa”.
Também os Rolling Stones, com o álbum “Their Satanic Majesties Request - 1967” (algo como “a serviço de suas majestades satânicas”) e a clássica “Sympathy for the Devil” (vídeo abaixo), foram alvos de duras críticas da Igreja. A música foi inspirada no livro "O Mestre e a Margarida" do escritor russo Mikhail Bulgakov. 
A The Allman Brothers Band é outra banda envolvida em histórias de magia negra. Inspirados em Robert Johnson (veja texto abaixo), o grupo se reunia em um cemitério para ensaiar e compor suas canções. Em um desses encontros foi composto o clássico “In Memory of Elisabeth Reed”, uma homenagem à ocupante do túmulo no qual a música foi composta.
Outro grupo de rock que teve os olhares tortos do Vaticano foi o Led Zeppelin, sobretudo o seu guitarrista Jimmy Page que era envolvido com bruxaria. A clássica “Stairway to Heaven” (escadaria para o céu) foi o grande pivô dessa antipatia. Na verdade, a letra (Robert Plant) dessa música não leva a tal conclusão (veja vídeo traduzido abaixo). Creio que neste caso específico, trata-se de um grande mito. 
Outra banda inglesa dos anos de 1970 acusada de satanismo foi Black Sabbath, principalmente o seu vocalistas Ozzy Osbourne, considerado o inimigo número 1 de muitas instituições religiosas no início dos anos de 1980. A música “Mr. Crowley” (veja vídeo abaixo), uma crítica dedicada ao “mestre” de magia negra Aleister Crowley, foi uma das canções que mais inquietou as organizações religiosas. A canção faz parte do álbum “Blizzard of Ozz - 1980”, o primeiro disco solo de Osbourne.
Já Alice Cooper diz ter “vendido” a sua alma ao Diabo em troca de fama e fortuna. Detalhe: ele é filho de um pastor protestante. O seu nome é em homenagem a uma bruxa que teria sido queimada no século 17.
Depois de um período de certa paz entre a Igreja e o rock, surge a banda de MariIyn Manson, com álbum “AntiChrist Superstar - 1996” (anti-Cristo superstar) . O disco detona novamente a fúria do Vaticano. Aliás, o nome MariIyn Manson deriva da junção da eterna diva Marylin Monroe e Charles Manson, mentor e líder de um grupo que cometeu vários assacinatos, entre eles o de Sharon Tate.

Cores_verde-branco Tal pai, tal filho
Antes mesmo do rock existir, o seu precursor, o blues, já vivia na figura de Robert Johnson um grande mistério. Há que diga que um dos bluesman mais famosos teria vendido a sua alma ao diabo para ganhar fama e fazer fortuna.