quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Estudos científicos derrubam mitos das dietas

assinatura post É a dieta da lua, da água quente, da sopa e até dietas com nomes exóticos para melhor convencer os mais desavisados. Elas estão sempre  na moda mas não são a melhor forma de perder peso. Ao contrário: muitas dessas dietas  limitam seriamente ou proíbem alguns tipos de alimentos fundamentais ao bem-estar e à nossa saúde.
Os cientistas defendem que encontrar a dieta ideal passa pelo estudo do metabolismo da pessoa, para só depois encontrar o regime adequado. Entender o que interfere no excesso de peso e obesidade é fundamental. É importante conhecer o metabolismo individual para que a alimentação seja ajustada a ele. 
Cada pessoa tem necessidades diferentes, quer de energia quer de nutrientes. Na verdade, o que vale é ser moderado em tudo. E com a alimentação não é diferente.
Vamos a alguns mitos que a Ciência detonou:
Exercícios físicos intensos - Nem por isso, responderam cientistas da Universidade de McMaster (Canadá). Os pesquisadores descobriram que 10 sprints de apenas um minuto numa bicicleta ergométrica, 3 vezes por semana e com intervalos de um minuto equivale aos mesmos resultados que 10 horas de bicicleta num período de duas semanas.
O chocolate - Um estudo alemão publicado no “European Heart Journal” acompanhou 19.457 adultos durante um período de 10 anos e concluiu que os que comiam mais chocolate, numa média de 7,5 gramas por dia, tinham 39% menos risco de acidente cardiovascular. Um quadrado de chocolate faz a diferença, garantem. O chocolate é rico em flavonóides, substâncias que combatem os radicais livres, responsáveis por muitas doenças.
Frituras e outras gorduras - Esta é tão inédita que os especialistas pedem cuidado na hora de ser colocada em prática. Uma experiência com cobaias publicada no “Journal of Obesity” concluiu que comer só cereais e deixar de lado a gordura na primeira refeição do dia faz com o corpo fique formatado para queimar só carboidratos. Outro estudo da Universidade do Luisiana revelou que comer dois ovos no café da manhã aumentava a perda de peso em 65%.
Uma cervejinha, pode - Um estudo publicado por pesquisadores de Boston acompanhou 19.220 mulheres durante 13 anos concluiu que as que bebem entre 15 e 30 gramas de álcool por dia (600 ml de cerveja) têm 30% menos risco de se tornar obesas. É importante frisar que é essa quantidade que poderá ter esse efeito, não quantidades superiores. O álcool também fornece energia e por isso poderá induzir, quando em excesso, o aumento de peso, além de outros efeitos neurológicos e prejudiciais.
Humor - Um artigo publicado em 2009 nos Archives of Internal Medicine concluiu que apesar de uma dieta pobre em carboidratos e outra pobre em gordura produzirem os mesmos resultados (em média a perda de 13,7 quilos num ano). Entretanto , quem optar por cortar o carboidratos terá mais mau humor. O cérebro alimenta-se de glicose como fonte de energia principal. Uma dieta pobre em carboidratos aumenta a irritabilidade, a ansiedade e provoca alterações do humor.
Outro estudioso que destaca o bom humor como fator importante na perda de peso é o psicólogo Ben Fletcher. No seu livro “The No Diet Diet” (a dieta da não-dieta), Bem afirma que a mudança do comportamento introvertido pelo extrovertido já seria o pontapé inicial para quem deseja perder alguns quilinhos. Claro que só risadas não fazem milagres. Além da mudança de comportamento nas relações pessoais, a pessoa também deve ter hábitos alimentares saudáveis, fazer exercícios físicos e dormir bem.