sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ciência descobre local da origem do amor no cérebro


assinatura post Por mais que a crendice popular queira afirmar, o amor não vive no coração, mas no cérebro, como já foi demonstrado inúmeras vezes pela ciência moderna. Mas onde exatamente? Qual é o lugar onde o desejo sexual nasce?
Para responder a essas perguntas, uma equipe internacional de cientistas criou pela primeira vez um mapa do cérebro que descreve o local exato onde esses dois sentimentos estão intimamente ligados. E parece que o sexo e o amor ativam cada qual áreas distintas do cérebro distintas mas relacionadas entre si.
O estudo foi desenvolvido por cientistas da Universidade Concordia (Canadá), dos EUA e Suíça e publicada na revista Journal of Sexual Medicine. Na pesquisa, os cientistas analisaram os resultados de 20 outros estudos científicos.
Os trabalhos haviam examinado atividades cerebrais de indivíduos, enquanto estes eram submetidos a determinadas tarefas, como observar imagens eróticas ou olhar fotografias de pessoas queridas. Ao reunir todos esses dados, os pesquisadores conseguiram fazer um mapeamento completo do amor e do desejo no cérebro.
“Nós não sabíamos o que esperar. Os sentimentos podiam estar completamente separados. Descobrimos, porém, que o amor e o desejo ativam áreas específicas e relacionadas do cérebro”, explica o dr. Jim Pfaus, professor de psicologia da Universidade de e Concordia.
Eles descobriram que duas estruturas cerebrais, em particular a ínsula (córtex insular) e o estriado, são responsáveis pelo acompanhamento da progressão tanto do desejo sexual quanto do amor. A ínsula está localizada no meio do cérebro, praticamente dividindo-o em dois. O estriado está bem próximo, porém na parte frontal em uma região conhecida como prosencéfalo.
O amor e o desejo sexual, porém, ativam áreas diferentes de cada uma dessas partes. A região específica atingida pelo amor no estriado, por exemplo, é a mesma associada ao vício de drogas. “O amor funciona no cérebro do mesmo jeito que as drogas em pessoas que se tornam viciadas”, explica Jim Pfaus.
A diferença, segundo o cientista, é que o vício em narcóticos é um hábito ruim e o amor um hábito bom. O amor ativa diferentes vias no cérebro que estão envolvidas com a monogamia e a uninão entre parceiros. Algumas áreas do cérebro são realmente menos ativas quando as pessoas sentem o amor, ao contrário de quando se sente desejo. "Enquanto o desejo sexual é um objetivo muito específico, o amor é mais abstrato e complexo, tornando-o menos dependente da presença física de alguém", diz Pfaus.
De acordo com o pesquisador, a neurociência dá muitas respostas aos cientistas sobre as atividades cerebrais exercidas por fatores como a inteligência e a resolução de problemas, mas ainda há muito a se descobrir sobre o amor. “Eu vejo este trabalho como um grande começo. Acredito que vai estimular outros estudiosos a realizarem mais pesquisas em neurociência social humana, a fim de desvendar de uma vez por todas o que é o amor”. Fonte

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