quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Sara Winter, a fundadora do Femen Brasil

Sara Winter 1assinatura post Ela ficou famosa internacionalmente ao ser presa pela polícia da Ucrânia durante manifestações em Kiev, uma das sedes da Eurocopa 22012, em novembro de 2012. A brasileira Sara Winter é a primeira brazuca a integrar o Femen , grupo feminista ucraniano que faz protestos públicos na base do topless.

Sara Winter Sara Winter, sobrenome fictício, tem apenas 20 anos, nasceu em São Carlos e é estudante de Cinema. Sua primeira aparição pública de topless foi durante a última Virada Cultura paulistana (em maio), quando, apesar de ter sido agredida por seguranças, fez o seu primeiro protesto. O Ato foi no Palco Cabaré, onde Gretchen se apresentou.
Sua primeira ação após voltar da Ucrânia foi protagonizar uma Oficina, em Curitiba, com o objetivo de debater os “desafios do feminismo contemporâneo e a ameaça da violência de gênero e da discriminação”. Depois foi participar da Marcha das Vadias da capital paranaense, em 14 de julho.
Sara Winter 10 No último dia 29 de julho, Sara fez o seu primeiro protesto como fundadora do Femen Brasil. Até aquele momento, o grupo se limitava a ela e outra garota, Bruna Themis. A dupla ficou cerca de 10 minutos de topless em plena avenida Paulista para defender o direito das mulheres em escolherer como ter seus filhos, se no hospital ou em casa, procedimento que foi proibido no Rio de Janeiro.
Sara Winter 12 Segundo as militantes, as Femen protestam contra os mais variados assuntos que dizem respeito às questões femininas, mas principalmente “contra o machismo, a prostituição facilitada, o turismos sexual e também contra toda a forma de pornografia.
Mas por que mostrar os seios? “Em 2008, quando o grupo começou, no interior da Ucrânia, elas protestavam pelos direitos estudantis, de roupa, e ninguém prestava atenção. O dia que elas resolveram fazer topless, no final de 2009, com os seios pintados (como era no começo), a imprensa caiu em cima e muita gente ficou sabendo dos problemas da Ucrânia. O seio não é um objeto sexual. É uma arma de protesto”, diz Sara em entrevista à Revista Veja.
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Sobre a tatuagem (acima do seio esquerdo) da cruz de ferro, símbolo popularizado durante o regime nazista alemão quando se tornou a principal condecoração de guerra, Sara diz, em seu perfil no Facebook  que nunca "andou ao lado de carecas e nazistas", apenas manteve relações pela internet com pessoas do movimento entre os 15 e 17 anos de idade.
Ela define o caso como um "erro do passado". Além disso,  cita o fato de ter sido prostituta aos 17 anos e ter passado por "experiências ruins" durante o período, que teria sido de dez meses, além de ter sofrido agressões por parte de seu ex-marido.
Ela termina a nota dizendo que ficou muito chateada e pedindo que parem de tentar atacar o Femen por causa dos erros que cometeu no passado. "Todo mundo faz merda", diz (Fonte: Folha de S.Paulo).
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