terça-feira, 16 de outubro de 2012

As 10 mulheres que abalaram o mundo

Lilith assinatura post Neste post trago uma seleção de 10 mulheres que se impuseram ao domínio masculino e que de alguma forma mudaram a história da humanidade. Seja nas artes, na ciência, na política ou até na mitologia essas mulheres romperam preconceitos e sempre estiveram à frete de seu tempo.
Para ilustrar essa figura feminina, recorro à lendária figura de Lilith. No Talmud (texto da sabedoria judaica) ela foi a primeira mulher de Adão antes mesmo de Eva aparecer. Feita em igualdade de condições (de barro) com o primeiro homem, Lilith não aceitou se submeter a Adão. Por isso, ela foi expulsa do Paraíso e se transformou na serpente que seduziu Eva.
“Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que ser dominada por você? Eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual.”, era o que dizia ela a Adão durante a relação sexual. E assim ela se tornou a primeira reação feminina ao domínio masculino.
Lilith 1 Na antiguidade, era considerada o Anjo Negro. Mas a partir do século 19, Lilith ganhou novos contornos feitos por escritores e artistas, quando passou então a ter uma imagem erótica. Ela também é considerada um símbolo da vaidade e denominada como a Lua Negra. 
O assunto é polêmico, coberto de paixões e muitos podem até divergir desta minha lista, parcialmente ou totalmente. Claro que existem outras tantas que até seria difícil enumerá-las neste parco espaço, mas relacionei aqui aquelas que de alguma forma me tocam mais. Vamos a elas, então.
Cleópatra Cleópatra - É uma das mulheres mais conhecidas da história mundial por ter sido a mais intrigante rainha do Egito. Longe de ser apenas uma mulher fútil e entregue aos prazeres mundanos como muitos acreditam, Cleópatra foi uma grande negociante, estrategista militar, falava 6 idiomas e conhecia filosofia, literatura e arte gregas. A foto é de Elizabeth Taylor, no filme “Cleopatra”, EUA (1963).
Joana D’arc Joana D’arc – Ela foi uma importante personagem da História f rancesa, durante a Guerra dos Cem Anos , quando seu país enfrentou a rival Inglaterra. Desde criança ela tinha visões que a aconselhavam entrar para o exército. E assim ela o fez. Cortou o cabelo bem curto, vestiu-se como homem e foi lutar na guerra. Em 1430, foi capturada pelos borgonheses que a venderam para os ingleses. Acusada de praticar feitiçaria, foi condenada à morte na fogueira.Em 1920, foi transformada em santa da Igreja Católica.
Rainha Elizabeth I Rainha Elizabeth I – Seu reinado foi considerado de paz e prosperidade, comercial e culturalmente. Ficou conhecida como “a rainha virgem” por nunca ter se casado. Governando um país dividido por questões religiosas, ela unificou a Inglaterra ao dominar a nobreza e afastar a Igreja do governo. Em 1588, abriu de vez o caminho para a Inglaterra se tornar a maior potência colonizadora do Novo Mundo. Para os ingleses, ela foi ótima. Já para os colonizados, nem tanto.
Marie Curie Marie Curie - A física polonesa Maria Skodowska Curie foi uma importante figura história da Ciência. Ela foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, ao se destacar como pesquisadora dos fenômenos radioativos. Com ela, começa a se desenvolver de fato a pesquisa da energia atômica.

Golda Meir Golda Meir – Ela se dedicou à causa sionista e foi uma das fundadoras do Estado de Israel, em 1948. Pelas posições que adotou quando primeira-ministra, em 1969, foi taxada de a "dama de ferro", bem antes do termo ser adotado para descrever a ex-premiê britânica Margareth Thatcher.

Virginia Woolf Virginia Woolf – Ela fez parte do grupo de Bloomsbury, bairro londrino que servia de ponto de encontro para os intelectuais que questionavam as tradições literárias, políticas e sociais da era vitoriana, cujos maiores objetivos eram a verdade, liberdade de expressão, amor pela arte e respeito à individualidade.
Além de ser uma das maiores escritoras de todos os tempos, Virginia Woolf é reconhecida também como autora de livros feministas. O primeiro e talvez o mais importante deles é “A Room of One's Own (Um Teto Todo Seu), escrito em 1929, baseado em palestras feitas pela autora em colégios para mulheres.
Coco Chanel Coco Chanel - Gabrielle "Coco" Chanel revolucionou a década de 1920. Libertou a mulher daqueles trajes desconfortáveis e rígidos do final do século 19, ao estabelecer o conceito da roupa feminina funcional. Além de dar à mulher um novo look, ela cria a imagem da nova mulher do último século: independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.
Angela Davis Angela Davis – Ela foi uma das mais obstinadas combatentes da discriminação social e racial durante a década de 1970, nos Estados Unidos. Começou a sua militância política em 1969, quando era estudante universitária.
Em 1970, Davis passou a fazer parte dos Panteras Negras, grupo político e social de combate ao racismo. Atualmente, ela é professora do Departamento de História da Universidade da Califórnia.
Marilyn Monroe Marilyn Monroe - Foi e continua sendo o primeiro grande símbolo sexual dos Estados Unidos e do mundo. Sua aparente vulnerabilidade e sua sensualidade natural a tornaram uma das mulheres mais desejadas do século passado. Em agosto de 1963, é encontrada morta em condições misteriosas.
Marilyn inovou, ousou, chocou. Fez o que nenhuma outra atriz havia feito até então. Em uma das cenas de seu último filme, inacabado, “Something's Got to Give”, nadou apenas com a parte inferior de um biquíni da cor da pele. Antes, porém, já havia sido fotografa nua. Até os dias de hoje sua imagem é sinônimo de beleza, sensualidade e glamour, tanto no cinema como na cultura pop.
Luz Del Fuego Luz Del Fuego ­– Sempre liberaria, ela começou como bailarina de circo em 1944. Depois de passar uma temporada estudando na Europa, Luz volta ao Brasil no início da década de 1950 e passa a se apresentar seminua com cobras enroladas sobre o corpo. Adepta no naturalismo, cria o primeiro clube de nudismo brasileiro.
“Um nudista é uma pessoa que acredita que a indumentária não é necessária à moralidade do corpo humano. Não concebe que o corpo humano tenha partes indecentes que se precisem esconder”, diziaa ela.