segunda-feira, 11 de março de 2013

Joana, o mito da única mulher que já foi papa

PAPISA JOANA 2assinatura post Daqui a alguns dias, 115 cardeais decidirão o nome do novo homem que comandará a Igreja Católica. Ele será o papa de número 266 em dois milênios de história, todos os homens ... pelo menos é o que parece.

Os conclaves estão envoltos por milhares de lendas e histórias, mas uma delas questiona a veracidade de que todos os líderes da Igreja tenham sido homens.
De acordo com o mito, uma mulher disfarçada de homem foi eleita papa e governou entre os anos 855 e 857, até que começou a sofrer as contrações do parto em meio a uma procissão e deu à luz a seu filho em público.
02-Papisa-CG Segundo alguns relatos, a papisa Joana nasceu na região de Mainz (atual Alemanha) e os rumores sobre o fato de esconder sua feminilidade são múltiplos, desde o medo de uma possível violação ao amor de um jovem estudante, que a obrigou a passar por um homem para estudar perto dela.
O único ponto comum dessa lenda é que Joana tinha grande poder de oratória e que isso a ajudou fazer carreira dentro da Igreja. Ela entrou na religião como escrevente sob o nome masculino de Johannes Anglicus. Em sua nova posição, foi capaz de viajar com frequência de mosteiro em mosteiro e interagir com grandes personagens da época.
papisa joana Até então, a eleição papal dependia dos votos de todos os fiéis de Roma e sua popularidade a levou à liderança da Igreja.  Logo em seguida, se tornou amante de um embaixador e engravidou. Conseguiu esconder sua gravidez devido às enormes túnicas que vestia, mas finalmente deu à luz durante uma procissão.
A partir daí, diferentes versões do mito se contradizem.  Algumas dizem que ele foi apedrejado pelos fiéis, outra que morreu amarradas aos pés de um cavalo que a arrastou por toda a cidade e que entrou em óbito depois do parto.
Liv Ullmann A partir de então, e para evitar que os novos casos semelhantes, o papa eleito tinha que sentar-se em uma cadeira conhecida como "sedia stercoraria" (cadeira do excremento) , cujo furo no centro permitia determinar mediante apalpação dos testículos se o pontífice escolhido era realmente um homem.
Apesar de haver numerosos escritos sobre a papisa Joana, não se sabe ao certo a que pontificado corresponde. Muitos dão como certo que quando Leão IV morre ela é eleita "papa".
joan Enfim, até hoje pouco se sabe sobre o quanto há de verdade nessa lenda (e em outras mais). A Igreja nega, mas muitas pinturas representam sua lenda e até mesmo  Liv Ullmann protagonizou em 1972 um filme sobre a única mulher que poderia um dia ter liderado a Igreja Católica. Fonte