domingo, 26 de maio de 2013

A pílula masculinizou a mulher, diz Roman Polanski

Roman Polanski  - cannes 2013assinatura post O diretor Roman Polanski se mostrou extremamente provocador e sarcástico neste sábado (25) no Festival de Cannes com um discurso contra o feminismo durante a apresentação de seu novo filme,  "La Vénus à la Fourrure" (A Vênus em Casaco de Pele).

“Procuramos igualar os gêneros, isso é totalmente idiota. Esse é o resultado do progresso da Medicina. A pílula anticoncepcional mudou profundamente a mulher do nosso tempo, deixando-a masculinizada”, disse ele.
“Há outros elementos. Eu acho que isso tirou o romance das nossas vidas, o que é lastimável. É lamentável que oferecer hoje flores à uma dama seja considerado indecente. É assim que eu me sinto a respeito disso.”
168709844JL00010_La_Venus_A Polanski manteve esse tom desafiante durante toda a coletiva e não poupou sequer a sua mulher, a atriz Emmanuelle Seigner, estrela do filme.  "Vão pensar que é uma loira burra" quando respondeu vagamente à pergunta de se considerava que seu personagem no filme era uma deusa da vingança.
“Deusa, sim”, disse Seigner. “Da vingança, claro”, acrescentou Polanski. Depois de se mostrar que estava de acordo com o diretor e marido, a atriz disparou essa. “Não a vivi desta forma, mas sim como algo positivo e divertido".
Cena do filme La Venus a la Fourrure No filme, Emmanuelle (foto acima) interpreta uma atriz que chega tarde a uma audição para uma peça de teatro. Ali encontra o diretor e autor da adaptação da obra de Mathieu Amalric, a quem convence para que faça um teste, o que representa o começo de um jogo de dominação entre eles.
"Eu os dominava sempre. É sobre isso o filme, sobre a dominação. Mas eles nunca se queixaram", declarou o diretor, que abusou durante toda a entrevista coletiva da ironia e de um complicado equilíbrio entre brincadeiras e a seriedade. Fonte
La Vie d'Adèle Vencedores - Já quanto aos premiados do Festival de Cannes 2013, o grande vencedor foi "La Vie d'Adèle" (A Vida de Adele – foto acima), do diretor franco-tunisiano Abdellatif Kechiche, que recebeu a Palma de Ouro. O filme narra o despertar sexual e a paixão lésbica de uma adolescente por uma jovem de cabelos azuis. Veja abaixo a lista completa dos principais premiados:
Palma de Ouro: "La vie d'Adele", de Abdellatif Kechiche.
Grand Prix: "Inside Llewyn Davis", dos irmãos Coen.
Melhor diretor: "Heli", de Amat Escalante.
Câmera de Ouro (Para diretores estreantes): "Ilo Ilo", de Anthony Chen.
Melhor ator: Bruce Dern, de "Nebraska".
Melhor atriz: Bérénice Bejo, de 'Le passé".
Melhor roteiro: Jia Zhangke, de "A touch of sin".
Prêmio do júri: "Like father, like son", de Hirokazu Kore-Eda.
Palma de Ouro de melhor curta-metragem: 'Safe', de Moon Byoung-Gon.

2 comentários:

  1. Anônimo diz:

    Acho essa atriz linda, Emmanuelle Seigner.

    Anônimo diz:

    Discordo dessa visão materialista do ser humano. A forma de pensar das mulheres não se definiu em função de uma pilula que permitia maior liberdade sexual. A pílula apenas permitiu o exercício dessa liberdade de forma plena. Mas o comportamento feminino se moldou por causa de lutas políticas e ideologias de igualdade entre gêneros. A mulher se masculinizou para rivalizar com o homem em resposta a essas idéias implantadas. A pílula facilitou, mas não determinou essas mudanças.

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