sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As empresas que mais faturam com as guerras

guerrapost A indústria de armas e militar é uma das que mais dinheiro movimentam a cada ano em todo o mundo e demonstra que a guerra é um negócio rentável desde sempre.

Segundo dados compilados pelo Instituto de Pesquisa para a Paz de Estocolmo em seu  anuário 2013, as vendas globais de armas e serviços militares das 100 maiores empresas de equipamentos bélicos atingiu, em 2011, a cifra de 465.770 bilhões de dólares, contra os 411 do ano anterior.

De acordo com esta instituição sueca, desde 2002, com as guerras no Afeganistão e no Iraque já no cenário internacional, as vendas do setor aumentaram 60%, o que parece mostrar que as empresas envolvidas no negócio de guerra são imunes aos efeitos da crise financeira que abalou o mundo.
Das 100 empresas que o anuário analisa, as 10 primeiras faturaram 233.540 bilhões de dólares, ou seja: perto de 50% do total vendido pelas Top 100. Nenhum setor econômico cresceu tanto como a indústria de armamento.
Com a tecnologia cada vez mais sofisticada, na qual os drones (veículos aéreos não tripulados) parecem ser o principal produto na vitrine das máquinas de guerra. Não é surpreendente que 7 delas se dedicam ao setor de aviação, nem que muitas delas têm suas sedes nos EUA, o país que mais dinheiro gasta a cada ano com suas forças armadas.
Veja abaixo as Top 10 empresas que mais faturam com as guerras. Os dados são de 2011.
1 - Lockheed Martin (EUA): mísseis, eletrônica e espaço aéreo. Vendas de 36.270 bilhões de dólares em 2011. Lucro líquido de 2.655 bilhões de dólares. 123 mil funcionários.
2 - Boeing (EUA): aviões, eletrônica, mísseis, espaço aéreo. Vendas de 31.830 bilhões. Lucro líquido de 4.018 bilhões. 171 mil funcionários.
3 - BAE Systems (Reino Unido): aviões, artilharia, mísseis, veículos militares, navios. Vendas de 29.150 bilhões. Lucro líquido de 2.349 bilhões. 93 mil funcionários.
4 - General Dynamics (EUA): artilharia, eletrônica. Vendas de 23.760 bilhões. Lucro líquido de 2.526 bilhões, 95 mil funcionários.
5 - Raytheon (EUA): mísseis, eletrônica. Vendas de 22.470 bilhões. Lucro líquido de 1.896 bilhões. 71 mil funcionários.
6 - Northrop Grumman (EUA): aviões, eletrônica, mísseis, navios de guerra. Vendas de 21.390 bilhões. Lucro líquido de 2.118 bilhões. 72 mil funcionários.
7 - EADS (UE): aviões, eletrônica, mísseis. Vendas de 16.390 bilhões. Lucro líquido de 1.442 bilhões. 133 mil funcionários.
8 - Finmeccanica (Itália): aviões, veículos de artilharia, mísseis. Vendas de 14.560 bilhões. Lucro líquido de 902 milhões. 70 funcionários.
9 - L-3 Communications (EUA): eletrônica. Vendas de 12.520 bilhões. Lucro líquido de 956 milhões. 61 mil funcionários.
10 - United Technologies (EUA): aeronaves, eletrônica, motores. Vendas de 11.640 bilhões. Lucro líquido de 5.347 milhões. 199 mil funcionários. (Fonte: El Blog Salmón)

10 comentários:

  1. Mairon diz:

    Estadunidenses e inglêses lucrando com guerras!!! Novidade???!!!!

    Rafael Martins diz:

    Pensei que iria ver as Indústrias Stark em primeiro lugar.....
    kkkkkkkkk"

    odeio guerra que só morre nelas são pessoas inocentes.

    Anônimo diz:

    Me desculpe, mas que a verdade seja dita:

    Empresas modernas, competitivas e com uma margem de lucro ética e absolutamente decente considerando que tem governos como principais clientes.
    Além disso, veja que empregam número absolutamente grande de funcionários em relação ao lucro que obtém, um importante resultado social, além de reflexos na economia, tecnologia e dinamismo do país.
    Exemplo: a Lockheed Martim obteve 21,5 mil dólares de lucro por funcionário.
    Se fosse no Brasil seria 100 mil por funcionário tendo esses governos corruptos como clientes.
    Se alguma coisa deve ser criticada é em nível político, são as opções políticas de militarização, e não as empresas.

    Anônimo diz:

    E desde quando o lucro obtido pelas empresas é distribuído igualmente entre os funcionários ?

    venda de armas como vcs acham que os USA ficaram ricos, vendendo jogadores de beisebol de basquete...eles e os ingleses sempre ganharam com a indústria da morte fomentando as guerras em países do mundo....

    Zém diz:

    Claro que não dá para comparar com essas gigantes do ramo, mas o Brasil é do tipo “come quieto” nessa história. Segundo o Small Arms Trade Survey, o Brasil foi, em 2011, o 4º maior exportador mundial de armas leves, atrás apenas dos Estados Unidos, Itália e Alemanha.

    Já no ranking de armamentos pesados, somos o 14º, de acordo com o mesmo Instituto Internacional de Estudos da Paz de Estocolmo.

    Detalhe: só não somos mais poderosos em termos bélicos porque entramos de gaiatos na guerra Irã/Iraque, fornecendo blindados e outros tipos de transportes e levamos um baita calote do Iraque, o que levou à falência parte da indústria bélica tupiniquim.

    Zém diz:

    Anônimo (10:07), cê tá de brincadeira, tá não? Para um assunto tão explosivo e pesado como esse, valeu pela leveza e ponderação do seu comentário.

    Zém diz:

    Haddad, os EUA fabricam e vendem atualmente armas por questões extremamente humanitárias, pra atacar e livrar outros países (principalmente os que produzem petróleo) do jugo de seus ditadores vorazes.

    Essa é a solução que os norte-americanos encontraram para dividir as suas riquezas com os povos mais desafortunados do planeta. Entendeu? Simples assim.

    Anônimo diz:

    Não é de se espantar que os EUA criem inimigos sistematicamente, um após outro, com motivos reais e mesmo na falta deles, motivos são inventados (Iraque por exemplo). Agora vemos a Síria como a bola da vez, e depois Irã, depois Coreia do Norte... um dia seremos nós... através da Colômbia e Paraguai. Questão de tempo.

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