quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Georgina Wilkin: anorexia alimenta indústria da moda

Apesar de nenhuma das fotos de Georgina Wilkin  que aqui foram postadas trazer qualquer menção de direitos reservados da fonte de onde elas foram retiradas (Daily Mail Online), tive que removê-las a pedido da representante da modelo. Peço também desculpas ao leitores por esse incidente e lamento a postura da tal representante: 


On behalf of Georgina Wilkin please remove the unauthorised images used in this story.Thank you. Mary George

post Georgina Wilkin é modelo. Tem hoje 23 anos e está totalmente recuperada. Mas durante sua carreira chegou a ficar à beira da morte depois de sofrer de anorexia.

Agora, ela quer denunciar publicamente o ambiente que teve de encarar no mundo da moda. Quer também pedir para que patrocinadores e clientes boicotem modelos de agências que promovam práticas perigosas à saúde, como dietas extremas para se perder peso.
"Todo mundo tem que saber da pressão a que estão submetidas as modelos adolescentes”, diz ela. Conta também que depois de ficar vários dias sem comer se apresentou à agência onde trabalhava. Na ocasião tinha apenas 15 anos.
Assim que chegou, o agente “ficou encantado com o meu corpo e me disse que não importava o que estava fazendo para ‘manter a forma’, mas que continuasse assim”.
Depois desse episódio, Georgina teve que enfrentar uma luta de 7 anos contra a anorexia. A situação ficou tão grave que teve sérios problemas renais e cardíacos. “Os agentes sabiam que eu era anoréxica, mas me pediam para emagrecer ainda mais para desfilar”.
Apesar de suas péssimas condições físicas, ela assinou um contrato de trabalho de 2 meses no Japão, mas condicionado a uma perda ainda maior de peso. 
Quanto à sua aparência, recorda que seus lábios e as pontas dos dedos ficaram azuis devido à desnutrição aguda.  E, para a sua surpresa, assim que se apresentou à agência japonesa descobriu que ela era a modelo “menos magra do book”.
Georgina viveu essa tortura até 2007, ano em que os pais, ao ver seu aspecto físico cadavérico, a forçaram passar por um tratamento médico para se recuperar. E ela se recuperoutotalmente. Hoje bem saudável e trabalhando em outra agência, a sua grande batalha é mostrar ao mundo esse lado desumano do universo da moda.
Sua luta agora é sensibilizar as empresas que contratam modelos para vender seus produtos boicotem modelos de agência que não promovam um estilo de vida saudável para evitar que, como aconteceu com ela, muitas adolescentes se tornem vítimas da anorexia ou qualquer outro transtorno alimentar. Fonte
Enfim, que a indústria fashion impõe padrões de beleza física não é novidade. Algumas modelos com curvas, Kate Moss - por exemplo (foto acima), conseguem sobreviver nesse ambiente contaminado por distúrbios alimentares.
Entretanto, na maioria dos casos a realidade é outra: a magreza extrema ainda é o maior requisito exigido pelas agências, principalmente em início de carreira quando ainda são muito jovens . Se não for assim, elas não conseguem desfilar, como foi o caso de Georgina Wilkin.
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