domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ateus fazem culto com música pop, sacolinha de dinheiro, comunhão com biscoito e muita festa

ateismopost Ela é uma espécie de igreja ateísta criada há um ano em Londres e que já virou um pequeno fenômeno com umas 30 filiais nos Estados Unidos, Austrália e Canadá –o Brasil pode ganhar uma em breve. Segundo o site oficial, trata-se de "uma congregação sem Deus que celebra a vida".

A Sunday Assembly, como em qualquer outra igreja, ela tem a sua liturgia. Os cultos são realizados  em um auditório do Conway Hall, espaço de debates na capital inglesa. E assim como católicos e evangélicos, a oferta em dinheiro também faz parte desse ritual.
Sanderson Jones A sacolinha do dinheiro roda entre os fiéis. A sugestão é que se ofereça de 3 a 5 libras (de 12 a 20 reais) ou o que puder. Há também doações pela Internet. “Obrigado pela generosidade. Nossa missão é tentar ajudar as pessoas, celebrar o fato de estarmos vivos", diz Sanderson Jones, o pregador local. Na foto acima com Pippa Evans, também fundadora da Sunday Assembly.
Há também o sermão do dia e depoimento de fiéis. Em um dos cultos, por exemplo, um neurocientista explicou o poder da mente, o fenômeno da sinapse, como controlar sensações e sentimentos.
Daft Punk Elvis Presley Pointer Sisters O ponto alto da cerimônia é a música ao vivo. Logo na abertura do culto, uma banda toca "I'm So Excited", do grupo pop feminino Pointer Sisters, sucesso nos anos 70 e 80. Jovens, casais, idosos e crianças levantam da poltrona e cantam em coro.
Depois, euforia com o hit do ano, "Get Lucky" (Daft Punk, o duo francês sensação do Grammy 2014). O encontro chega ao final ao som de “Always on my Mind” , clássico eternizado por Elvis Presley, ocasião em que todos comungam biscoitos, leite, café e chá.
ateismo 2 Os estudiosos em teologia no Reino Unido, como Nick Spencer, do centro de estudos Theos, têm dito que a Sunday Assembly não chega a ser um fenômeno necessariamente novo e se parece com movimentos antigos de pessoas que não creem em Deus, mas usam ritos tradicionais religiosos em seus encontros privados. (Fonte: Folha de S.Paulo)