quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Católicos se unem contra Jesus Cristo Superstar

Jesus Cristo Superstar 10 Quarenta e três anos após "Jesus Cristo Superstar" estrear nos EUA, o musical ainda é capaz de cutucar instituições religiosas no Brasil.
O calo apertou no pé de grupos católicos de São Paulo, onde nova montagem estreia no dia 14, no teatro do Instituto Tomie Ohtake, com direção de Jorge Takla.
A Associação Devotos de Fátima colocou na internet petição defendendo o cancelamento do financiamento da peça com recursos públicos
Com apoio da Associação Sagrado Coração de Jesus, o grupo espalhou sua mensagem de repúdio ao espetáculo e obteve adesão de blogs e páginas no Facebook.
Jesus Cristo Superstar 2

Cartaz do filme lançado em 1973 (v. vídeo no final)

"Não é lícito ao Estado laico violentar barbaramente a fé de milhões de pessoas, promovendo, com o dinheiro dos contribuintes, o evento blasfemo que ocorrerá no dia 14 de março, com o lançamento da ópera-rock 'Jesus Cristo Superstar'", diz o texto.
Produzida pela T4F, uma das maiores empresas de entretenimento do país, e a Takla Produções, a peça foi autorizada a captar R$ 5,7 milhões pela Lei Rouanet.
A petição, que até a tarde de ontem havia reunido cerca de 26.500 assinaturas, é endereçada ao Ministério da Cultura e à ministra Marta Suplicy. "Não creio que esse Ministério teria coragem de promover 1% de algo que criticasse Maomé (ou mesmo Fidel Castro!...)", diz a carta.
Jesus Cristo Superstar 3 Em resposta, o ministério informou apenas que o musical foi autorizado em dezembro a captar via Lei Rouanet e que se enquadra como "espetáculo teatral".
Para o padre Tarcísio Marques Mesquita, indicado pela Arquidiocese de São Paulo para falar sobre o tema, a obra não desrespeita a figura de Jesus. "O musical faz uma atualização da imagem de Cristo, mas é uma ficção que deve ser lida como tal", diz.
"Obras como esta, que trazem questionamentos sobre a fé, nos ajudam a amadurecer. Os religiosos também têm seus questionamentos. A única coisa é que achei aquelas cantorias meio chatas, para falar a verdade", conclui. Fonte: Folha de S.Paulo