domingo, 23 de fevereiro de 2014

Dieta paleolítica: alimentos do homem das cavernas

Dieta paleolíticapost A dieta paleolítica, ou dieta neandertal, ou, ainda, dieta dos homens da caverna propõe a volta da alimentação de nossos ancestrais, bem antes da agricultura, para evitar (ou curar) diabetes, distúrbios metabólicos, problemas do coração, obesidade e perder peso.
Para justificar a viagem no tempo, afirmam que essa é a alimentação para a qual nosso organismo foi moldado por milhões de anos de evolução. As doenças são respostas do corpo ao excesso de carboidrato, açúcar e alimentos processados impostos pela dieta contemporânea, afirmam os neoneandertais.
Dieta paleolítica 2 A máxima da dieta paleolítica é comer alimentos naturais de fonte animal e vegetal. O cardápio paleolítico inclui carne de qualquer tipo, legumes, verduras, tubérculos (como inhame e batata-doce, de preferência), frutas e nozes – estas com moderação.
Estão excluídos quaisquer vegetais que cresçam dentro de vagens (feijão, soja, ervilha, amendoim), cereais (como milho, aveia e trigo), carboidratos de produtos processados e açúcar.
Dieta paleolítica 3 Deve-se evitar cozinhar a temperaturas muito altas, com panelas diretamente no fogo. O recomendado são alimentos assados em fornos a, no máximo, 180 graus centígrados. Há variações entre os páleos. Alguns permitem leite e derivados, ou bebidas alcoólicas, com moderação.
A turma dos neandertais radicais é minoria. A maior parte dos seguidores defende uma dieta paleolítica adaptada às características de cada um. “Recomendamos a retirada de feijão, soja e outras leguminosas, porque podem favorecer doenças autoimunes, como rinites ou psoríase, em quem tem propensão a elas”, diz o urologista gaúcho José Carlos Souto. Ele mantém um blog sobre o assunto e estuda a dieta há quatro anos. “Quem não apresenta problemas relacionados à imunidade e gosta muito de algum desses alimentos, pode manter.”
diabetes tipo 2 Desde 2007, foram feitos quatro levantamentos estritamente sobre a dieta páleo em comparação a outras. Neles, os grupos que a seguiram obtiveram resultados melhores.
Uma delas, feita em 2009 e publicada na revista científica britânica Nutrition & Metabolism, liderada pelo médico Goransson Lindeberg, comparou os efeitos da páleo aos da dieta recomendada para pacientes com diabetes tipo 2 – que ocorre em adultos e tem origem em hábitos de vida.
Um grupo encarou um cardápio com poucos alimentos de origem animal, muitas frutas, legumes, verduras, pães integrais, cereais e laticínios desnatados. Treze pacientes comeram essa dieta por três meses. Outros 13 seguiram a páleo. Os grupos inverteram as dietas por mais três meses. A receita primitiva resultou em maior perda de peso, diminuição do diâmetro da cintura e queda nas taxas de pressão sanguínea, colesterol e triglicérides.
Dieta paleolítica 4 A primeira tentativa de restabelecer os hábitos neandertais surgiu no artigo publicado na revista americana New England Journal of Medicine, em 1985. Nele, os médicos Boyd Eaton e Melvin Konner defendiam a nutrição paleolítica. Naquela versão, ela consistia em comer somente alimentos disponíveis antes do surgimento da agricultura (cerca de 10 mil anos a.C.). Proposta bem mais radical que a adotada hoje pelos atuais seguidores. O artigo não teve grande repercussão fora do ambiente acadêmico. A popularização da dieta se deu mesmo há cerca de cinco anos nos Estados Unidos. (Fontes: Revista Época e Zero Hora)

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