quarta-feira, 5 de março de 2014

A dieta rica em proteínas, tão perigosa como fumar

proteina de origen animal. post Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia-Davis (EUA) descobriram que uma dieta rica em proteína de origem animal na meia idade provoca 4 vezes mais probabilidades de morrer de câncer do que uma pessoa com uma dieta baixa em proteínas, um fator de risco de mortalidade comparada ao tabagismo.
Segundo o estudo, realizado em uma grande amostra de adultos durante quase 2 décadas e publicado na Cell Metabolism, os participantes na faixa dos 50 anos que consumiam muita proteína (mais de 20% das calorias totais ingeridas no dia - o correto seria correto consumir  0,8 gramas por quilo do corpo) tiveram um risco 4 vezes maior de morrer por câncer ou diabetes e o dobro de chance de morte por qualquer outra causa em um período de 18 anos em comparação com quem ingeria menos proteína.
No entanto, os pesquisadores perceberam que esses efeitos nocivos podem ser reduzidos – e até eliminados – quando a proteína consumida na dieta vinha principalmente de fontes vegetais, como do feijão e de leguminosas.
Os pesquisadores ainda descobriram que os efeitos da alta ingestão de proteína são inversos em pessoas com mais de 65 anos. De acordo com o estudo, quem come muita proteína nessa faixa etária pode reduzir em 28% o risco de morte por qualquer causa e em 60% o risco de morte por câncer em um período de 18 anos.
O estudo intensifica o debate em torno de dietas famosas que recomendam a ingestão de muita proteína e pouco carboidrato, mostrando que esse tipo de alimentação pode ter graves consequências à saúde a longo prazo. Fonte

3 comentários:

  1. Um perigo os homens da caverna comer carne e ovo e peixes e passa mau!

    Gostaria de saber sob quantas pessoas e em que condições foi feita a pesquisa, porque por exemplo: Indica um aumento do risco de morte por diabetes, mas ai existe um porém: pessoas que já sofrem de diabetes passam às dietas sem Carbos como a dieta Atkins para um melhor controle da glicose em sangue (existem casos de diabetes tipo 2 revertidos com esta dieta); desta maneira, você tem no grupo que faz a dieta uma concentração maior de diabéticos, mas não por terem ingerido esses alimentos, estão nesse grupo exactamente para combater a diabetes que já possuiam e não dependerem de insulina sintética.
    Também não indicam quánto e muita e pouca proteína (mencionam um 20% das calorías desta origem), sem indicar a base do resto da combinação. Não e o mesmo um carnívoro extremo com uma dieta baseada 80% em carnes e laticínios que alguém que ingere um 50% de alimentos de origem animal e os combina, oh grande erro, com massas. A combinação com carboidratos e a principal causa de acúmulo de gorduras e toxinas no corpo nestes casos. Tem o link da pesquisa para ver como foi feita?

    Zém diz:

    Olá, Pablo. No artigo eu dei link para 2 fontes. Uma em inglês, no segundo parágrafo (Cell Metabolism) e a outra em castelhano, no final do texto. Quanto a quantidade, os cientistas dizem que o correto é consumir 0,8 gramas por quilo do corpo. Essa informação eu realmente omiti, mas já atualizei.

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