segunda-feira, 7 de abril de 2014

Aplicativos que prometem anonimato fazem sucesso, mas levantam questões éticas

aplicativos anônimospost Aplicativos para confissões anônimas são sucesso nos EUA e estão chegando ao Brasil. Junto, a polêmica sobre ética e responsabilidade em relação a conteúdo.

Apesar disso, investidores e jovens programadores do Vale do Silício não se desanimam com o fato e continuam a fundar e a financiar aplicativos do gênero.
Para ficar apenas nos mais famosos, surgiram e amealharam milhares de usuários Whisper, Secret e Yik Yak, cada qual com padrões únicos, mas tendo o anonimato de quem posta no centro de seu uso.
O princípio é simples: é possível ver o que foi postado, mas é impossível saber a identidade de quem postou.
Nessa toada, o dinheiro seguiu a tendência. Em duas rodadas de investimento, o Whisper reuniu 54 milhões de dólares de fundos especializados em start-ups.
Mas isso é ético? Essa é a pergunta que alguns dos investidores de tecnologia têm feito em relação a esse tipo de aplicativo. Tudo porque o anonimato dos usuários gerou problemas como a prática de bullying e a disseminação de boatos.
Marc Andreessen Marc Andreessen (foto acima), criador do Netscape e sócio de um dos maiores fundos de investimento de start-ups, começou a discussão pública no Twitter.
"Investidores fazem escolhas todos os dias", escreveu. "Muitas empresas que dariam retorno financeiro não recebem investimento porque não são éticas, morais ou juridicamente legais."
Um bom contraponto foi feito por David Byttow, ex-funcionário do Google e cofundador do Secret. Em texto publicado no site Medium, Byttow opinou:
"Foram compartilhados pelo Secret pensamentos honestos, tocantes, hilários e, ao contrário das nossas expectativas, raramente inapropriados".
Gwyneth Paltrow Há exemplos que sustentam ambos os argumentos. Antes de a atriz Gwyneth Paltrow anunciar sua separação do cantor Chris Martin, a fofoca foi publicada no Secret, num uso questionável da plataforma. Mas, quando um usuário parece ter tendências suicidas, costuma receber respostas de apoio à vida. Fonte: Folha de S.Paulo (texto e imagem)

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