sexta-feira, 4 de abril de 2014

Em 2013 foram criados mais de 30 milhões de malware. Veja as ciberameças mais comuns

ciberataquepost Acredita-se que durante o ano de 2013 foram criadas mais de 30 milhões de novas amostras de malware, o que significa 82 mil por dia. Esse número corresponde a 20% de todo o malware já registrado na História.
Roubo de informações importantes, de dinheiro ou senhas, espionagem cibernética industrial ou governamental são alguns dos ataques realizado. Assim, veja abaixo as ciberameças mais comuns.
1 - Espionagem cibernética industrial:  roubo de informações corporativas, com o objetivo de obter informação valiosa ( propriedade intelectual, avanços tecnológicos, estratégias de ação, bases de dados de clientes, etc.). Por exemplo, o relatório Mandiant constatou a existência do grupo organizado APTi dedicado a ciberespionagem da indústria de fala inglesa, fundamentais para a economia de seus respectivos países.
2 - Espionagem cibernética governamental: roubo de informações de órgãos governamentais, tais como a operação "Outubro Vermelho", que se infiltrou nas redes de comunicações diplomáticas, governamentais, de pesquisa científica e empresas petroquímicas em cerca de 40 países.O objetivo era obter informação sensível e senhas de computadores, dispositivos móveis e equipamentos de rede.
3 – Ciberataques a infraestruturas: como o detectado contra a Aramco, a principal companhia petrolífera da Arábia Saudita, que ficou abalada por um cavalo de Tróia instalado em mais de 30 mil computadores em sua rede. A empresa precisou de 10 dias para voltar ao normal.
4 - Cibermercenários ou grupos de hackers com conhecimentos avançados, contratados para desenvolver ataques dirigidos a um alvo específico, a fim de obter a informação desejada.
5 - Ciberdelinquência contra serviços financeiros e, em particular, os chamados Trojans bancários criados para roubar dados de cartões de crédito e cada vez mais focada em dispositivos móveis. Por exemplo, na "Operação High Roller" foram invadidas 60 instituições financeiras em todo o mundo, onde 60 milhões de euros foram roubados.  O grau de sofisticação do malware sugere que foi um trabalho do crime organizado, pois a configuração do ataque teve alto investimento, muitas horas de trabalho e uma logística importante.
6 - Cibercriminosos  isolados vendem informações obtidas para quem pagar o maior lance. Um exemplo importante foi a cadeia norte-america Target, que reconheceu o roubo de informações de cartões de crédito de cerca de 70 milhões de clientes. Poucos dias depois, estes cartões foram vendidos no mercado negro para serer clonados.
7 – Cibercriminosos organizados ou gangues que transferiram para o virtual suas ações do mundo real. Fraude online, clonagem de cartões de crédito, extorsão, lavagem de dinheiro, etc.
8 - Infecção através de páginas web . Em 2013, foi detido o autor do Blackole, um exploit kit (pacote que contém programas maliciosos), que permitiu explorar vulnerabilidades das páginas web legítimas e infectar seus usuários.
9 - Ciberativistas: indivíduos ou grupos que, movidos ideologicamente, buscam minar a estrutura do oponente. O exemplo dos Anonymous é paradigmático.
10 - Cybersabotagem visa prejudicar a reputação de uma organização e, portanto, o seu funcionamento. Prova disso é a atividade do Exército Eletrônico da Síria, que passou meses atacando todos aqueles que, na sua opinião, propagavam o ódio e queriam desestabilizar a segurança do país, incluindo grandes empresas jornalísticas em todo o mundo. Chegaram até a provocar uma queda de 150 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (índice das ações das 30 maiores empresas da bolsa dos EUA), depois de distribuírem a falsa notícia de um atentado à Casa Branca. A "notícia" foi divulgados pela Associated Press no Twitter. Fonte: