terça-feira, 22 de abril de 2014

EUA apresenta projeto de lei para acabar com abuso do Photoshop em anúncios de moda e cosméticos

Photoshop - Victoria's Secretpost Marcar muito o thigh gap (o polêmico espaço entre coxas), retirar massa dos braços para que sejam vistos mais ossos e alongá-los até os joelhos. E recortar os quadris para torná-los muito mais estreitos.

Com esta lista de “ajustes”, o responsável por “melhorar” o catálogo de biquínis da cadeia norte-americana Target conseguiu entrar para o pódio dos erros históricos dos horrores do Photoshop.
thigh gap Sua “obra” é na verdade um festival de desastres. A modelo Tanya Marie Keller, por exemplo, aparece com o púbis recortado para marcar o espaço entre as coxas, braços com aparência alienígena e quadris estranhamente pequenos e com sulcos.
Essas imagens tornaram-se virais em poucas horas. Entraram para as redes sociais com fortes críticas por exaltar a magreza extrema. Não deu outra. A Target teve que pedir desculpas pela tragédia que promoveu.
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Em 2011, a  campanha da Lancôme protagonizada por Julia Robert foi proibida na Inglaterra sob a alegação de ser enganosa.

Mas o caso da Target não está isolado. A exploração do thigh gap é um autêntica febre entre muitas marcas famosas. Entre elas, a Victoria's Secret, a marca que acumula mais desastres de Phothosop. Nos últimos anos, a empresa de lingerie tem sido acusada de exageros, tais como recortar músculos, remover costelas, aumentar peitos. Enfim, fazer de suas modelos o que bem entender.
É por essas e outras que integrantes do parlamento norte-americano vão apresentar no final deste mês um projeto para regular e estabelecer bases contra a propaganda enganosa feita pelo uso abusivo do Photoshop, principalmente as imagens publicitárias produzidas pela indústria da moda e cosmética.
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