terça-feira, 6 de maio de 2014

Nova polêmica sobre a “Esposa de Jesus”

Esposa de Jesuspost O Evangelho da Esposa de Jesus volta a ser polêmico. Desde que a historiadora da Universidade de Harvard, Karen L. King, o apresentou em setembro de 2012, as opiniões sobre a sua veracidade entre os cientistas têm sido muito diferente.

O documento é um papiro do tamanho de um cartão de visita que inclui frases como “Jesus lhes disse, minha esposa ...” ou “ela poderá ser a minha discípula” . Para alguns, o papiro é uma falsificação e para outros uma peça muito valiosa para o estudo teológico e histórico.
Evangelho da Esposa de  Jesus 1 As dívidas foram dissipadas no início do mês passado, quando uma série de estudos microscópicos e multiespectrais realizadas por cientistas da Universidade Harvard e do MIT concluíram que a tinta e papiro têm grandes possibilidades de serem antigos e não uma falsificação moderna .
Entretanto, outros pesquisadores continuam a fornecer provas que negam a sua veracidade. O último foi Christan Askeland , especialista em copta (língua em que foi escrito o documento) da Universidade de Indiana Wesleyan, garante que o papiro é muito semelhante a um outro fragmento que é uma clara falsificação.
Evangelho de São João Entre os documentos publicados por pesquisadores de Harvard, há um outro papiro apresentado a King por uma fonte desconhecida relativo ao Evangelho de São João (foto acima) com muitas semelhanças tanto na escrita como na tinta utilizada. Askeland descobriu que o fragmento é uma clara falsificação de uma relíquia verdadeira e que, portanto, a possibilidade de o Evangelho da Esposa de Jesus ser outra falsificação é muito grande.
Além disso, Askeland salienta que o documento está escrito em um dialeto copta, que caiu em desuso no século VI , e as provas científicas apresentadas situavam o papeiro entre os séculos VII e IX.
Karen L. King O cientista assegura que Kinf foi vítima de "um engano" e que a própria pesquisadora de Harvard reconheceu o seus estudos. “Eles são substanciais, devem ser levados a sério, pois podem apontar na direção de que se trata de uma falsificação”, disse King ao The New York Times, em entrevista realizada no último domingo (6).