sábado, 30 de agosto de 2014

Os seres humanos usam apenas 10% do cérebro: a grande mentira de “Lucy” e que muitos acreditam

PX*6070279post Na última quinta-feira (28) entrou em cartaz “Lucy”. Estrelado por Scarlett Johansson, o longa gira em torno de uma grande mentira: a de que usamos apenas 10% da capacidade de nosso cérebro. Um mito que a comunidade científica desmonta há anos, mas que se transformou em uma crença bastante popular onde acredita-se nisso até hoje.
Segundo os neurologistas, o ser humano utiliza praticamente 100% do seu cérebro para realizar qualquer atividade, fato que desmonta por completo o argumento do filme e o converte em mera ficção científica.
Na verdade, é um mito que os seres humanos usam apenas 10% do seu cérebro, segundo explica o diretor da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEM) Jesus Porta. "É um mito difundido por Albert Einstein que se espalhou desde o século 19”, diz ele.
De acordo com um artigo publicado no portal da BBC, em novembro de 2012, a simples ação de abrir e fechar a mão ou de balbuciar algumas palavras requer que bem mais do que apenas 10% do nosso cérebro entre em atividade.
A origem deste mito não é muito clara. Porta cita como exemplo o psicólogo norte-americano William James , que em 1906 escreveu um artigo intitulado “As energias do homem”: “Estamos usando muito pouco nossos possíveis recursos físico e mentais”, diz o artigo.
Há também os que afirmam que a origem desse mito data do final do século 19, quando os neurologistas descobriram que os neurônios compõem uma percentagem relativamente pequena de nosso cérebro. Mas pensar que isso significa que usamos apenas 10% do nosso cérebro é um absurdo, dizem os especialistas.
Albert Einstein
Para muitos, esse mito foi criado por Albert Einstein.  
Portanto, o filme “Lucy“ é baseado em uma premissa errada, porque "em exames de imagem funcional realizados em pacientes percebe-se que todo o cérebro está ativo”, diz Porta.
Do ponto de vista evolutivo, este mito não tem lugar, isso porque se é verdade que não utilizamos o restante dos 90% do cérebro não teria sentido a nossa existência. Portanto, o argumento de “Lucy” de que se usássemos 100% de nosso cérebro desenvolveríamos uma série de capacidades que atualmente não temos, é pura ficção. “O ser humano não tem capacidade telepática ou telecinética e nunca terá”, assegura Porta.
Neurologistas e neurocientistas como Barry Beyerstein e John Henley também afirmam que utilizamos quase 100% do nosso cérebro a maior parte do dia, mesmo quando dormimos. "Se não usassémos os 90% restante de nossa mente, nosso desempenho não deveria ser afetado quando lesionamos certas áreas do cérebro”, explica Beyerstein. Fontes: aqui e aqui.
Scarlett Johansson - Lucy 1 Sinopse do filme: Em “Lucy”, Scarlett Johansson vive uma jovem inocente que aceita transportar no seu estômago drogas, mesmo não conhecendo os riscos de tal operação de tráfico. O organismo de Lucy acaba por absorver as drogas presentes no seu estômago, criando um efeito inesperado: ela poderes sobre-humanos, entre os quais a telecinética, ausência de dor, e especialmente a capacidade de adquirir instantaneamente várias informações e conhecimentos, que se vão mostrar decisivos no desenrolar de toda a história, para conseguir resolver os problemas em que se encontra devido ao tráfico.