quinta-feira, 18 de junho de 2015

Cientistas apontam falhas em Jurassic World

Jurassic-World-2015Por Zém - Duas décadas depois, a saga de Spielberg reabre suas portas com sucesso de público e dinossauros mais espetaculares. Ao longo destes anos, os especialistas têm avançado no estudo destes animais pré-históricos e descobriram novas características. Mas, para os cientistas, "Jurassic World" não reflete essas mudanças ou continua com os mesmos erros do passado.

Apesar de muitos elogios à produção cinematográfica, paleontólogos apontam algumas falhas em “Jurassic World”. De acordo com Kirk Johnson, do Instituto Smithsonian (EUA), "as cenas com os Terópodes são basicamente pornô".
jurassic-world
Mas, enfim, como seria um dinossauro? Pergunta Matthew Carrano, também de Smithsonian, em tom de bricadeira. “Seria como um roqueiro punk?!”, responde 
“Eles são muito barulhentos. Os animais mais escandalosos são os predadores. Na vida real, geralmente são os mais silenciosos. Esta é uma boa maneira de morrer de fome. Eles vêem sua presa e a primeira coisa que fazem é abrir a boca e gritar. É uma estratégia terrível!”, ironiza Carrano. Veja abaixo algumas falhas apontadas. (Fontes: The New York Times e CBS)
pterossauros - jurassic world- O Pterosaurios (dinossauros alados voadores) não tem a capacidade de pagar um ser humano e carregar voando. O motivo é claro: seus pés são incapazes de fazer isso.
gallimimus - Jurassic World- O Gallimimus (à esqyerda) não tinha dentes e seu tamanho é incorreto.
Velociraptor 10- Tanto o Velocirraptor (foto) como o Gallimimus (imitação de galinha, do latim) tinham penas e não pele escamosa.
Mosasaurus - Jurassic World- O Mosasauro não era tão grande como mostra o filme.
Tiranossauro Rex  10- Não está provado que o Tyrannosaurus Rex tinha mal olfato e que não podia ver suas presas caso não se  movimentassem. Ao contrário, eles enxergavam muito bem.
Cientistas norte-americanos como James Kirkland, Thomas Holtz e Andrew Farke disseram à CBS que lamentam que o novo filme não tenha levado em consideração as últimas descobertas sobre o tema, e que se trata de uma “oportunidade perdida” e um “passo para trás”.