quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Remédio proibido vira droga dos jihadistas

Estado IslamicoPor Zém - A droga, bastante popular no Oriente Médio, é fabricada em grandes quantidades na Síria e no Líbano. Segundo especialistas, sua produção tem ajudado a alimentar o conflito sírio, gerando milhões de dólares em lucro para fabricantes no país.
As pílulas contêm anfetamina e cafeína e se tornaram uma das favoritas entre combatentes. "Ela proporciona aos soldados uma energia sobre-humana e coragem", disse um ex-combatente sírio à BBC.
cloridrato de fenetilinaO captagon era a marca comercial do cloridrato de fenetilina. Sua produção teve início em 1963 para tratar narcolepsia (sonolência) e depressão. Mas a substância foi proibida em 1986 pela Organização Mundial de Saúde por ser altamente viciante.
Essa dependência também pôde ser observada na Síria. "Alguns ficaram viciados, esse é o problema", disse um outro ex-combatente, que fazia parte de um grupo de cerca de 350 pessoas que receberam os comprimidos sem saber exatamente do que se trava.
jihadSeu uso alivia dor, cansaço, sono e fome, e prolonga o estado de atenção. Além da dependência, os efeitos colaterais podem incluir um estímulo excessivo do sistema nervoso central e psicose, segundo especialistas.
A palavra "jihad" é amplamente utilizada – muitas vezes de maneira imprecisa – por políticos ocidentais e pela mídia. Em árabe, a palavra significa "esforço" ou "luta". No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra os infiéis.
O termo "jihadista" não é usado por muitos muçulmanos porque eles acreditam que se trata de uma associação incorreta entre um conceito religioso nobre e a violência ilegítima. Em vez disso, eles usam o termo "pervertidos", com a ideia de que muçulmanos envolvidos em atos violentos se desviaram dos ensinamentos religiosos.
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